Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Para não me chamarem de louco

O RELATÓRIO FINAL DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO DESTINADA A INVESTIGAR A AÇÃO DE MILÍCIAS NO ÂMBITO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO cita Nadinho aos montes. Nele seu nome aparece associado às mais suspeitas figuras, ligado aos mais suspeitos atos. Nada pode ser conclusivo quando se trata de vespeiros como esse, mas a cara do Rio das Pedras diz muito sobre o que acontece e como é feito o exercício do poder ilegítimo na cidade. Se os serviços são loteados pelas gangues de milicianos e a bagunça organizada do espaço, cada vez mais caótico, segue as regras do que essa bandidagem impõe, como levanta o relatório, Rio das Pedras é o melhor exemplo até para o observador menos atento. Lá, há uma enorme quantidade de prédios construídos e em construção, todos visivelmente sem nenhum tipo de autorização oficial, seguindo projetos arriscados. Se engana quem pensa que tudo isso se constrói sem autorização de alguém.


Mesmo que não fosse o miliciano que a ALERJ já suspeitou, ainda assim Nadinho não é nem de longe figura política idônea. E sua eleição é prova bastante do absurdo político e da democracia capenga praticada nessas áreas de assistencialismo barato. Segundo o Relatório, Nadinho respondia a vários processos. Uma parte vai abaixo.








Vale notar que o Relatório ainda fala do apartamento no Rio II, em nome de terceiro, constituindo crime eleitoral. Foi lá que mataram o cara.


Pelo menos não corremos o risco de um dia ele voltar a se eleger.



Briga de gangue

Acabo de ver no Globo.

Se houver seriedade por parte das polícias, muita coisa vai sair dessa pressão que os órgãos de segurança estão aplicando nas milícias. Friso, se houver. O desenrolar da história pode ser muito elucidativo e vários nomes podem aparecer, junto com muitos esquemas desvendados. Por enquanto já se armam os acertos de contas com o tradicional banho de sangue que esse tipo de disputa entre gangues acuadas sempre desencadeia.

Para não deixar passar em branco, uma foto antiga, da época da campanha eleitoral. A gangue é grande.

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Ponto de ônibus


Acreditem.
Isso é um ponto de ônibus. Há quase duas semanas ele está assim.
Fica na Zona Oeste. A Zona que Eduardo Paes tanto adulou para se eleger e a Zona onde há uma das maiores concentrações de eleitores incautos. Pleonasmo isso, não?

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

PM do Rio de Janeiro, apanhado de boçais

Blitz da PM causa retenções na Auto-Estrada Lagoa-Barra, sentido Gávea

Plantão | Publicada em 14/05/2009 às 11h36m

O Globo

RIO - Os motoristas que tafegam na Auto-estrada Lagoa-Barra em direção à Gávea encontram trânsito com retenções na altura de São Conrado, devido a uma blitz da PM. A ação policial acontece próximo ao Golf Club.

Sérgio Cabral disse recentemente que quer mais 22 mil PMs para ajudar no combate à criminalidade e na segurança. Eu digo: Não. É melhor não. Imagina esse estado com 22 mil puliça a mais. Se com o efetivo atual o policiamento da cidade já é uma palhaçada, com mais PMs atrapalhando, causando o caos, a coisa vai ficar insuportável.


Para a Corporação, o combate ao crime segue algumas estratégias:

Causar engarrafamento

Assustar pessoas

Atrapalhar os cidadãos de bem


Caso desse resultado, até daria para entender a atuação embaraçosa. A questão é que mesmo agindo como um bando de ogros, levando destruição por onde quer que passam, mesmo assim não conseguem fazer do Rio de Janeiro um lugar menos violento, não conseguem fazer com que as leis sejam minimamente respeitadas.

Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Uma imagem com uma legenda

Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Voltando aos poucos

O Rio de Janeiro sendo o Rio de Janeiro. Não precisa fazer muito esforço para arruinar qualquer pretensão.

Matéria d'O Globo. Os negritos são meus.

Inspeção

Membro do COI pega engarrafamento na Linha Vermelha

Publicada em 27/04/2009 às 15h44m

Cristiane de Cássia, Hugo Naidin e Paulo Roberto Araújo

RIO - Se o transporte é mesmo uma das principais preocupações dos organizadores da candidatura do Rio aos Jogos Olímpicos de 2016, a primeira impressão que ficou para pelo menos dois integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) não foi das melhores. A viagem do Aeroporto Internacional Tom Jobim até o Copacabana Palace durou 50 minutos para o nadador Alexander Popov, ex-recordista olímpico, e outro membro do COI. Eles saíram do aeroporto às 8h50m, e encontraram o trânsito congestionado na Linha Vermelha.

Para chegar ao hotel onde os 16 integrantes do COI ficarão hospedados por uma semana para avaliar a cidade, a comitiva ficou um bom tempo retida na Linha Vermelha e no Viaduto do Gasômetro. Na via expressa, eles passaram ao lado do Complexo da Maré, região onde vários ambulantes acabam indo para as pistas tentando vender biscoitos e refrigerantes para quem fica parado no tráfego. O veículo onde estava Popov não teve o apoio de batedores, mas foi seguido por outros dois, onde estavam seguranças.

O nadador foi recebido no Aeroporto às 8h30m pelo prefeito Eduardo Paes e o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman. O horário em que a presidente da Comissão de Avaliação do COI, Nawal EL Moutawakel, chegou, junto com outros dois integrantes do grupo, tinha o trânsito bem mais tranquilo. Eram apenas 5h20m quando eles desembarcaram e o tráfego era bem menor. Nuzman, Paes e o governador Sérgio Cabral receberam a presidente. O primeiro representante do COI chegou na tarde de domingo e os outros chegam ao longo do dia desta segunda.

Para recepcionar o COI, a CET-Rio instalou painéis luminosos com boas-vindas aos representantes do comitê. No domingo, Eduardo Paes pediu para população ser simpática com os integrantes do COI.

- Esta semana, peço para a população se mobilizar. Quando vir um inspetor do COI pela rua, deve bater palma, mandar beijinho, agradecer. Vamos tratar bem os caras. Do outro lado, eu, o governador e o próprio presidente da república que vai estar aqui, vamos mostrar que é a melhor alternativa é a cidade mais maravilhosa do mundo, o Rio de Janeiro - disse o prefeito.

Nuzman confirmou, nesta segunda-feira, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, vão se reunir a portas fechadas com o Comitê Olímpico Internacional (COI) na quinta-feira. O encontro será no hotel Copacabana Palace.

Os membros da comissão de avaliação vão passar pelo Forte de Copacabana, Arena Maria Lenk (Barra da Tijuca), Estádio João Havelange (Engenho de Dentro), Maracanã e Complexo de Deodoro. Essas visitas acontecem no feriado de 1 de maio, Dia do Trabalhador. A estratégia da campanha é mais sutil, apenas distribuindo faixas e cartazes pela cidade e pedindo aos cariocas que vistam roupas verde-e-amarelo. Diferentemente de Tóquio e Chicago , onde os organizadores das candidaturas contrataram claques de apoio, o Comitê Rio 2016 optou por um engajamento popular que fosse o mais natural possível. ( confira aqui o roteiro da inspeção ).

Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Não precisa ser gênio



No dia 27 de janeiro escrevi o que mostro acima. Estava dentro de um ônibus 125. Balançava bastante e, naquele momento, eu não tinha condições de elaborar muito bem o raciocínio. Apenas registrei o que há muito vinha pensando através de minhas observações empíricas.

Do Globo

Ônibus tomba no Centro do Rio e deixa pessoas feridas, três em estado grave

Aterro é pista de corrida para ônibus




Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

- Comandante, informo condições de tráfego boas na Lagoa-Barra. - Isso é um absurdo! Não pode. Faça alguma coisa para atrapalhar.


Trânsito está engarrafado na saída da Barra

Plantão | Publicada em 19/01/2009 às 11h32m

Paula Dias

RIO - Motoristas que saem da Barra em direção ao Centro encontram trânsito engarrafado desde a entrada do Elevado do Joá até São Conrado devido a uma blitz da Polícia Militar. No sentido oposto, o fluxo de veículos é bom. Uma opção para os motoristas é seguir pelo Alto da Boa Vista.

Trânsito ruim na Auto-estrada Lagoa-Barra

Plantão | Publicada em 19/01/2009 às 12h04m

O GLobo

RIO - Está ruim o trânsito na Auto-estrada Lagoa-Barra, no sentido Zona Sul. A Polícia Militar fazia uma blitz na saída do Túnel do Joá, já concluída. Há reflexos do congestionamento até a Avenida Armando Lombardi, na altura da Avenida Afonso Taunay.


O trânsito não estava ruim. Ele estava MUITO ruim.

E não era feriado. Era segunda-feira e tinha gente indo para o trabalho. Demorei uma hora em um percurso que levaria 10 minutos.


Blitz como essas entregam que o comando da PM não sabe o que é trabalho.

Sábado, 3 de Janeiro de 2009

Será a última do velho decrépito?

Photobucket

Antes de largar o osso, antes de nos deixar em paz, Cesar Maia, no ocaso de sua existência, deu uma entrevista que saiu no dia 28 de dezembro no JB Online.


É uma dessas peças jornalísticas curiosas, típicas de final de mandato. Aqui, Cesar Maia tem uma rápida oportunidade de discorrer sobre suas autoatribuídas realizações, sem deixar de lado suas pitorescas intervenções de elevado grau de excentricidade.

É bom dar uma olhada. Lá está todo, inteiro, o ser abominável que trabalha segundo uma lógica pessoal, incompatível com a real, e que se acha um gênio, um sábio.

Ao longo de toda a falação é possível notar que Cesar Maia presume que tudo o que ele fez, tudo o que disse, todas as suas ações, tudo, sem exceção, foi extremamente bem planejado e deu os resultados esperados pela sua incrível capacidade intelectual. Seus famosos factóides, suas aparições fazendo papel de paspalho, suas fotos montadas, são resultado de um cálculo bem arquitetado para provocar um efeito midiático esperado e alcançado. É de assustar imaginar as repórteres (parece que são duas) escutando o louco cuspindo todas as besteiras com aquele ar seguro, aquela voz de autocontrole irritante.

Falta noção a Cesar Maia. O que não é nenhuma novidade. Achando que abafa, entrega que nunca passou de um ser vaidoso que sempre colocou o brilho pessoal na frente dos interesses da cidade. Se algo na sua administração pode ser considerado bom para o Rio é pura coincidência.

Há partes em que isso fica claro. Quando fala do patético Pan, “realização” de empenho quase que pessoal, coloca-o como o problema responsável por desviar verbas de áreas importantes. Ou seja, mesmo sabendo disso, Cesar seguiu em frente com a palhaçada e comprometeu a cidade. Ele também assume a má conservação da cidade como se isso não fosse nada, como se não tivesse importância. Sua responsabilidade pelo caos não lhe causa o mínimo constrangimento.

Ao longo dos últimos 16 anos, com Conde inclusive, Cesar Maia montou uma máquina administrativa complexa no entendimento dele. Foram 16 anos trilhando um caminho que ele julgava seguir em direção à grande verdade. O resultado é um legado de gesso que depois de tanto tempo pode ser traduzido em problemas de todos os tipos: No trânsito, na educação, no transporte público, na ordem urbana, na saúde. Vai ser meio difícil colocar as coisas para funcionar.

A cidade nunca esteve tão esculhambada. Falando da desordem urbana que Eduardo Paes promete combater, fica evidente a estreita visão que Cesar Maia tem de urbanidade. Ele é o prefeito que mais devastação causou na Zona Oeste, que liberou a construção de prédios em locais sem a mínima infraestrutura urbana. Mas para Cesar desordem urbana é apenas questão de camelô, de comércio ilegal. Idiotice!

A justificativa de Cesar para a falta de processos de sua administração é a criação de um sistema de controle interno eficiente. Esqueçamos o rabo preso dos vereadores. Cesar criou uma engrenagem municipal que deveria ser seguida por toda a humanidade. Trata-se de um Gênio, um Deus, um Iluminado que deixou dinheiro em caixa suficiente para gerir toda a cidade.

Se isso é verdade, o que podemos entender da foto abaixo?



Tirei essa foto em setembro de 2008. É um trecho da Estrada de Jacarepaguá, um pouco depois da Favela do Rio das Pedras. Acreditem, esse pedaço da estrada não é exceção. Enormes trechos dela estão nessas condições. Em alguns locais a situação é ainda pior. É uma importante via de ligação de Jacarepaguá com a Zona Sul e é meu caminho diário para o trabalho. Uma vergonha. E esse estado de não conservação não é recente. Desde que eu me entendo por gente, sempre foi uma estrada esburacada, perigosa, mal iluminada, alagada.

Com dinheiro em caixa, como Cesar Maia explicaria então a existência de uma estrada como a Estrada de Jacarepaguá nessas condições?

Ou ele mente descaradamente ou entrega que é um incompetente, um elitista, um verme que cagou para a cidade que administrou diretamente por 12 anos.

Graças a Deus Cesar Maia acabou. Talvez vá dar aula em uma universidade na Espanha. Segundo ele, foi convidado. Pela primeira vez ele me fez rir.


Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Mostrando serviço

Com Cesar Maia longe, Eduardo Paes começa seu trabalho. Não dá para avaliar nada no momento. Só sei que os incapazes que mandavam na Comlurb já foram quase todos postos para fora. Viva!


A nova diretoria assumiu. Tomara que não faça o mesmo serviço de bosta que a antiga era craque em fazer.

Decrepitude permanece

Eduardo Paes é o novo prefeito do Rio de Janeiro. Para os meus milhões de leitores preocupados com o futuro do blog, deixo claro que:


1. Cesar Maia não morreu e continua cada vez mais decrépito.


2. A troca de prefeito não representa uma real mudança na conjuntura política carioca.


3. A mentalidade do carioca permanece bizarra.


Portanto, a existência desse blog continua válida. Dependendo do meu humor e disponibilidade, "Decrepitude Cesar Maia" seguirá sendo atualizado.


Abraços

Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

Vaza, desgraçado



É um broche do PCdoB que o maldito está usando?

Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Grécia, um exemplo a ser seguido

Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Cesar Maia fica pra depois

Mais um domingo agradável ao lado de Robert Kurz. É um prazer imenso ver outro de seus textos no caderno Mais da Folha de São Paulo. Esse é um dos mais bacanas. Manda a real para os crentes na salvação através de Obama. E ainda termina com a Internacional. A INTERNACIONAL! Quase chorei.

O que será que a galera dos Jardins acha disso?


Já ia esquecendo.

No nosso português, a parte da música é o início da segunda estrofe, logo depois do primeiro refrão.


"Senhores, patrões, chefes supremos

Nada esperamos de nenhum

Sejamos nós que conquistemos

A terra mãe livre comum"


Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Tudo isso é muito deprimente

O PV é o partido da não-ideologia. Fato.

Defender a natureza é como ser contra o câncer de pulmão. Colocar a base do capital em questão já é outra coisa.

Aí vai Gabeira para o Clube Militar e solta declarações como a que reproduzo abaixo.

"Os militares têm os mesmos ideais que eu. Primeiro trabalhar pela sociedade e o segundo de lutar contra a corrupção e o desvio de verba pública".

É isso que você chama de IDEAIS, Gabeira?

Como já disse, tudo isso é muito deprimente.

Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

Uma imagem



Quanta organização!

Está no JB de domingo segunda.

Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Meu voto é útil

Os últimos dias viram uma onda de esperança tomar conta de vários cariocas com o crescimento de Gabeira nas pesquisas. E ao mesmo tempo alguns iniciaram uma campanha pelo voto útil com o objetivo de tirar Crivella do segundo turno.

Sim, isso até que é bom.

Melhor ainda seria Gabeira conseguir ganhar de Paes no segundo turno. Seria o céu, não?

Levando em conta a coligação na qual o PV está metido, e ainda considerando a sustentação ideológica verde, um prefeito Gabeira pode não representar esse avanço todo que os eleitores conscientes estão querendo que seja. Basta ver as fotos de Gabeira com candidatos altamente suspeitos do PSDB para um calafrio subir pela minha espinha. Não imagino como um governo pode ser renovador tendo na sua base de apoio elementos que representam o atraso.

Vou dar um exemplo para todo mundo entender direitinho.

Começa assim o perfil do vereador Luiz Guaraná (PSDB), candidado à reeleição, na sua página da Câmara Municipal:

Em Janeiro de 1993, Guaraná assumiu a chefia de gabinete da subprefeitura da Barra da Tijuca e Jacarepaguá a convite do então recém-eleito prefeito César Maia, e do atual Deputado Federal Eduardo Paes...

Precisa mais? Tem a Lucinha, também do PSDB:

LUCINHA, junto ao Prefeito Cesar Maia, consegue investimentos de obras de infra-estrutura, praças, postos de saúde, iluminação em diversas comunidades carentes, o que a torna o "fenômeno da Zona Oeste".

Mas o problema do voto útil não é circunstancial. O voto útil, ao pedir a escolha do menos pior, causa uma distorção na "representação democrática". E aí está o perigo. Quando, por motivos de "utilidade", optamos por outro candidato que não o nosso preferido, deixamos de marcar uma posição política e enfraquecemos as forças que, segundo nossas convicções, deveriam ter mais peso.

Meu candidato não tem a menor chance de chegar ao segundo turno. Tem menos chance ainda de virar prefeito. Mesmo assim voto nele, pois quero que fique claro que há uma movimentação em torno de uma escolha ideológica. Isso sim é útil. Como a verdadeira luta não se trava nas urnas, isso é muito mais importante que a vitória eleitoral.

Meu candidato é o Eduardo Serra, do PCB.

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

Quarta-feira, dia de sofrer

Mais um dia infernal dentro da carreta 750, empacado no meio do Rio das Pedras, levando 22 minutos em um trecho que deveria ser percorrido em 3. Quarta-feira é o dia em que a desordem urbana se encontra com a boçalidade da diretoria da Comlurb para criar a mais ridícula situação de tráfego.

O povo que lá habita não é afeito às práticas mais comuns de civilidade quando se trata de estacionar os seus automóveis. Aliás, nada diferente de muitas ruas de Ipanema, Botafogo, Copacabana... Estacionam em locais proibidos deixando só uma faixa para escoar o fluxo intenso.

Sabendo desse fato, conhecendo de perto essa situação, a coleta do lixo no local continua a ser feita no horário mais inapropriado.

Caralho! É muita falta de capacidade de planejamento. A diretoria da Comlurb é formada por incompetentes do mais alto gabarito.

Para assustar, vai a cara feia do chefe. O responsável pela bosta de serviço que a Comlurb presta.

E é para assustar mesmo. Imagine essa gente planejando os próximos 100 anos. Meu consolo é que até lá eu já estarei morto.

Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Enquanto se discute Crivella e Paes...

Pelo menos uma coisa boa a crise financeira do capitalismo global já trouxe. O Mais de domingo voltou a publicar um texto do Robert Kurz.

Kurz fazia parte do grupo de autores que escreviam lá uma vez por mês. Depois de umas mudanças para pior, seus escritos foram substituídos por outros, imensamente mais amenos, menos críticos e burros.

Fazer o quê? O cara é um dos raríssimos intelectuais atuais que conseguem passar uma visão clara e ao mesmo tempo incômoda do que é e o que está fazendo o capitalismo.

Agora que a merda parece ser muito maior do que esperavam todos os analistas bonitinhos da área, a Folha de São Paulo recorre ao seu velho colaborador para sair da mesmice nada explicativa. É uma maravilha ter de volta, mesmo que apenas por um domingo, um texto de Kurz. Ele tá lá, para toda a classe média que assina o jornal. É só querer ler.

Para quem não tem acesso ao conteúdo pago, colo abaixo.

A superideologia

Dinheiro queimado


Colapso aponta para o fim dos EUA como potência mundial e o enfraquecimento do dólar como moeda de troca - e isso pode ser ruim


ROBERT KURZ
ESPECIAL PARA A FOLHA

Crise -qual crise? Eis o que tonitruavam até pouco tempo atrás ideólogos liberais, de direita e também de esquerda, que acreditam na vida eterna do capitalismo. Saiu cada vez mais do foco da atenção o fato de essa espécie de sociedade não apenas ter uma história, mas ser mesmo a história de uma dinâmica cega.
Justamente nas duas últimas décadas, as pessoas queriam perceber apenas os "eventos" transitórios nas formas sociais a-históricas de uma ontologia capitalista. Isso vale para indivíduos comuns e para os pobres, assim como para as elites.
À semelhança do personagem Dorian Gray no romance homônimo do irlandês Oscar Wilde, parecia que no lugar do capitalismo só envelhecia a imagem do mundo social por ele criado, assumindo os traços da miséria, enquanto a lógica do dinheiro brilhava em falso frescor juvenil.
Agora, a "Segunda-Feira Negra" da maior quebra financeira da história [a do Lehman Brothers, 15/9] desvela num único golpe o verdadeiro rosto do Dorian Gray capitalista.
Ocorre que ninguém quer reconhecer essa natureza do novo surto de crise. A confiança atávica no capitalismo conduz apenas à busca de culpados.
"Práticas nada sérias" de especuladores e uma "política econômica anglo-saxã" são responsabilizadas pelo desastre. Tal explicação míope com ecos anti-semitas já foi mobilizada recorrentemente no passado.
Há mais de 20 anos uma onda de crises financeiras acompanha a globalização. Todas as medidas aparentemente bem-sucedidas para evitar uma "fusão nuclear" do sistema financeiro internacional só lograram reformular o problema, em vez de solucioná-lo.

Humanos obsoletos
Sua evolução atual implode todas as concepções até agora propostas. Não afetou apenas o setor dos créditos hipotecários nos EUA, mas provocou também uma reação em cadeia, cujo fim ainda é distante.
É impossível que as causas sejam a falha individual e as deficiências morais dos atores. Elas só podem residir no núcleo do sistema, referido à economia real.
O capitalismo é apenas a acumulação autotélica de dinheiro, cuja "substância" consiste no uso crescentemente ampliado da mão-de-obra humana. Ao mesmo tempo, porém, a concorrência conduz a um aumento da produtividade, que torna a mão-de-obra obsoleta, em escala também crescente.
Apesar de todas as crises, tal autocontradição parecia dissolver-se sempre em uma regeneração da absorção maciça da mão-de-obra por novas indústrias. O "milagre econômico" depois de 1945 transformou em credo essa capacidade do capitalismo, mas, desde os anos 1980, a "Terceira Revolução Industrial", microeletrônica, ensejou uma nova qualidade da racionalização, que desvaloriza a mão-de-obra humana em medida antes desconhecida.
Sem o surgimento de novas indústrias dotadas da potência de crescimento auto-sustentado, a "substância" real da valorização do capital se derrete.
O neoliberalismo foi tão-somente a tentativa de gerir com meios repressivos a crise social daí decorrente, por um lado, e de produzir um crescimento "sem substância" do "capital fictício" mediante o inchaço irrefreado do crédito, do endividamento e das bolhas financeiras nos mercados de ações e de imóveis, por outro lado.
Mas essa abertura mundial das comportas monetárias e, sobretudo, a avalanche de dólares produzida pelo Banco Central dos EUA já foram o pecado original do assim chamado monetarismo, que postulara como cerne da doutrina neoliberal a redução forçada da quantidade de dinheiro.
Na verdade, o jorro de dinheiro, criado pelo Estado a partir do nada, subsidiou uma inflação de ativos patrimoniais fictícios. O paradoxal "socialismo do dinheiro sem substância" experimenta agora seu "Waterloo", como antes já ocorreu com o capitalismo de Estado do Leste Europeu e a versão keynesiana do crescimento fomentado pelo Estado no Ocidente.
A estatização de fato do sistema bancário dos EUA e o plano do secretário do Tesouro dos EUA para conter a crise com recursos estatais só podem ser avaliados como atos de desespero. Da noite para o dia revelou-se o caráter de capitalismo estatal da suposta liberdade dos mercados.

Estágio final
Comentaristas irônicos já falam em "República Popular de Wall Street". Mas isso não resolve nada.
De certa forma, estamos diante do último estágio do capitalismo de Estado, que na melhor das hipóteses pode postergar o colapso dos balanços com mais emissões inflacionárias de moeda.
À diferença de épocas anteriores, inexiste espaço para novos programas conjunturais, que precisariam alimentar-se na mesma fonte.
Com isso também chegou o fim dos EUA enquanto potência mundial. Não é mais possível financiar guerras intervencionistas com recursos próprios. O dólar se torna obsoleto enquanto moeda mundial.
Ocorre que não podemos vislumbrar no horizonte nenhum substituto para os papéis da última potência mundial e do dólar. O ressentimento contra a "dominação anglo-saxã" não é uma crítica do capitalismo e não tem credibilidade, pois os fluxos unilaterais de exportações aos EUA sustentaram a conjuntura do déficit global.
Na Ásia, na Europa e alhures, as capacidades industriais não viveram de ganhos e salários reais, mas, direta ou indiretamente, do endividamento externo dos EUA.

Déficit global
No fundo, a economia neoliberal das bolhas financeiras foi uma espécie de "keynesianismo mundial", que agora se extingue como a anterior variante nacional do keynesianismo.
Todas as "novas potências" supostamente emergentes estão inseridas de modo economicamente dependente na circulação global do déficit.
Sua dinâmica muito admirada foi uma mera aparência, sem desenvolvimento interno próprio. Por isso não haverá em nenhum lugar o retorno a um capitalismo "sério" com empregos "reais".
Em vez disso, devemos esperar o efeito dominó de uma repercussão da crise financeira na conjuntura mundial, ao qual nenhuma região poderá subtrair-se.
O capitalismo de Estado e o capitalismo concorrencial "livre" evidenciam ser dois lados da mesma moeda. Abala-se não um "modelo" passível de ser substituído por outro, mas o modo vigente da produção e da vida enquanto fundamento comum do mercado mundial.


ROBERT KURZ é sociólogo alemão, autor de "O Colapso da Modernização" (Paz e Terra). Tradução de Peter Naumann.


Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Medida urgente do próximo prefeito

Demitir toda a diretoria da Comlurb, os funcionários abaixo listados:

Paulo Carvalho Filho - Diretor Presidente

Reynaldo Pinto de Souza Braga Júnior - Diretor de Administração e Finanças

Rafael Goltsman Lerner - Diretor de Gestão de Pessoas

José Guimarães Bulus - Diretor Técnico e Industrial

Luciano Montenegro Jobim - Diretor Jurídico

Edson Marcos Rufino da Silva - Diretor de Serviços em Áreas Verdes

Marco Antonio França de Melo - Diretor de Serviços Sul

Tarquinio Prisco Fernandes de Almeida - Diretor de Serviços Oeste

Luiz Sergio de Souza Almeida - Diretor Chefe de Gabinete

Esses senhores são incapazes de realizar o serviço que lhes cabe sem causar enormes transtornos para os contribuintes que pagam seus salários.

Esses senhores são incapazes de planejar coleta de lixo em horários que não atrapalhem a vida dos que querem viver.

Esses senhores devem ser afastados imediatamente dos seus cargos.