
Acreditem.
Isso é um ponto de ônibus. Há quase duas semanas ele está assim.
Fica na Zona Oeste. A Zona que Eduardo Paes tanto adulou para se eleger e a Zona onde há uma das maiores concentrações de eleitores incautos. Pleonasmo isso, não?
Plantão | Publicada em 14/05/2009 às 11h36m
O Globo
RIO - Os motoristas que tafegam na Auto-estrada Lagoa-Barra em direção à Gávea encontram trânsito com retenções na altura de São Conrado, devido a uma blitz da PM. A ação policial acontece próximo ao Golf Club.
Sérgio Cabral disse recentemente que quer mais 22 mil PMs para ajudar no combate à criminalidade e na segurança. Eu digo: Não. É melhor não. Imagina esse estado com 22 mil puliça a mais. Se com o efetivo atual o policiamento da cidade já é uma palhaçada, com mais PMs atrapalhando, causando o caos, a coisa vai ficar insuportável.
Para a Corporação, o combate ao crime segue algumas estratégias:
Causar engarrafamento
Assustar pessoas
Atrapalhar os cidadãos de bem
Caso desse resultado, até daria para entender a atuação embaraçosa. A questão é que mesmo agindo como um bando de ogros, levando destruição por onde quer que passam, mesmo assim não conseguem fazer do Rio de Janeiro um lugar menos violento, não conseguem fazer com que as leis sejam minimamente respeitadas.
Publicada em 27/04/2009 às 15h44m
Cristiane de Cássia, Hugo Naidin e Paulo Roberto Araújo
RIO - Se o transporte é mesmo uma das principais preocupações dos organizadores da candidatura do Rio aos Jogos Olímpicos de 2016, a primeira impressão que ficou para pelo menos dois integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) não foi das melhores. A viagem do Aeroporto Internacional Tom Jobim até o Copacabana Palace durou 50 minutos para o nadador Alexander Popov, ex-recordista olímpico, e outro membro do COI. Eles saíram do aeroporto às 8h50m, e encontraram o trânsito congestionado na Linha Vermelha.
Para chegar ao hotel onde os 16 integrantes do COI ficarão hospedados por uma semana para avaliar a cidade, a comitiva ficou um bom tempo retida na Linha Vermelha e no Viaduto do Gasômetro. Na via expressa, eles passaram ao lado do Complexo da Maré, região onde vários ambulantes acabam indo para as pistas tentando vender biscoitos e refrigerantes para quem fica parado no tráfego. O veículo onde estava Popov não teve o apoio de batedores, mas foi seguido por outros dois, onde estavam seguranças.
O nadador foi recebido no Aeroporto às 8h30m pelo prefeito Eduardo Paes e o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman. O horário em que a presidente da Comissão de Avaliação do COI, Nawal EL Moutawakel, chegou, junto com outros dois integrantes do grupo, tinha o trânsito bem mais tranquilo. Eram apenas 5h20m quando eles desembarcaram e o tráfego era bem menor. Nuzman, Paes e o governador Sérgio Cabral receberam a presidente. O primeiro representante do COI chegou na tarde de domingo e os outros chegam ao longo do dia desta segunda.
Para recepcionar o COI, a CET-Rio instalou painéis luminosos com boas-vindas aos representantes do comitê. No domingo, Eduardo Paes pediu para população ser simpática com os integrantes do COI.
- Esta semana, peço para a população se mobilizar. Quando vir um inspetor do COI pela rua, deve bater palma, mandar beijinho, agradecer. Vamos tratar bem os caras. Do outro lado, eu, o governador e o próprio presidente da república que vai estar aqui, vamos mostrar que é a melhor alternativa é a cidade mais maravilhosa do mundo, o Rio de Janeiro - disse o prefeito.
Nuzman confirmou, nesta segunda-feira, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, vão se reunir a portas fechadas com o Comitê Olímpico Internacional (COI) na quinta-feira. O encontro será no hotel Copacabana Palace.
Os membros da comissão de avaliação vão passar pelo Forte de Copacabana, Arena Maria Lenk (Barra da Tijuca), Estádio João Havelange (Engenho de Dentro), Maracanã e Complexo de Deodoro. Essas visitas acontecem no feriado de 1 de maio, Dia do Trabalhador. A estratégia da campanha é mais sutil, apenas distribuindo faixas e cartazes pela cidade e pedindo aos cariocas que vistam roupas verde-e-amarelo. Diferentemente de Tóquio e Chicago , onde os organizadores das candidaturas contrataram claques de apoio, o Comitê Rio 2016 optou por um engajamento popular que fosse o mais natural possível. ( confira aqui o roteiro da inspeção ).
Do Globo
Plantão | Publicada em 19/01/2009 às 11h32m
Paula Dias
RIO - Motoristas que saem da Barra em direção ao Centro encontram trânsito engarrafado desde a entrada do Elevado do Joá até São Conrado devido a uma blitz da Polícia Militar. No sentido oposto, o fluxo de veículos é bom. Uma opção para os motoristas é seguir pelo Alto da Boa Vista.
Plantão | Publicada em 19/01/2009 às 12h04m
O GLobo
RIO - Está ruim o trânsito na Auto-estrada Lagoa-Barra, no sentido Zona Sul. A Polícia Militar fazia uma blitz na saída do Túnel do Joá, já concluída. Há reflexos do congestionamento até a Avenida Armando Lombardi, na altura da Avenida Afonso Taunay.
O trânsito não estava ruim. Ele estava MUITO ruim.
E não era feriado. Era segunda-feira e tinha gente indo para o trabalho. Demorei uma hora em um percurso que levaria 10 minutos.
Blitz como essas entregam que o comando da PM não sabe o que é trabalho.
Tirei essa foto em setembro de 2008. É um trecho da Estrada de Jacarepaguá, um pouco depois da Favela do Rio das Pedras. Acreditem, esse pedaço da estrada não é exceção. Enormes trechos dela estão nessas condições. Em alguns locais a situação é ainda pior. É uma importante via de ligação de Jacarepaguá com a Zona Sul e é meu caminho diário para o trabalho. Uma vergonha. E esse estado de não conservação não é recente. Desde que eu me entendo por gente, sempre foi uma estrada esburacada, perigosa, mal iluminada, alagada.
Com dinheiro em caixa, como Cesar Maia explicaria então a existência de uma estrada como a Estrada de Jacarepaguá nessas condições?
Ou ele mente descaradamente ou entrega que é um incompetente, um elitista, um verme que cagou para a cidade que administrou diretamente por 12 anos.
Graças a Deus Cesar Maia acabou. Talvez vá dar aula em uma universidade na Espanha. Segundo ele, foi convidado. Pela primeira vez ele me fez rir.
Com Cesar Maia longe, Eduardo Paes começa seu trabalho. Não dá para avaliar nada no momento. Só sei que os incapazes que mandavam na Comlurb já foram quase todos postos para fora. Viva!
A nova diretoria assumiu. Tomara que não faça o mesmo serviço de bosta que a antiga era craque em fazer.
Eduardo Paes é o novo prefeito do Rio de Janeiro. Para os meus milhões de leitores preocupados com o futuro do blog, deixo claro que:
1. Cesar Maia não morreu e continua cada vez mais decrépito.
2. A troca de prefeito não representa uma real mudança na conjuntura política carioca.
3. A mentalidade do carioca permanece bizarra.
Portanto, a existência desse blog continua válida. Dependendo do meu humor e disponibilidade, "Decrepitude Cesar Maia" seguirá sendo atualizado.
Abraços
Mais um domingo agradável ao lado de Robert Kurz. É um prazer imenso ver outro de seus textos no caderno Mais da Folha de São Paulo. Esse é um dos mais bacanas. Manda a real para os crentes na salvação através de Obama. E ainda termina com a Internacional. A INTERNACIONAL! Quase chorei.
O que será que a galera dos Jardins acha disso?
Já ia esquecendo.
No nosso português, a parte da música é o início da segunda estrofe, logo depois do primeiro refrão.
"Senhores, patrões, chefes supremos
Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre comum"
Mais um dia infernal dentro da carreta 750, empacado no meio do Rio das Pedras, levando 22 minutos em um trecho que deveria ser percorrido em 3. Quarta-feira é o dia em que a desordem urbana se encontra com a boçalidade da diretoria da Comlurb para criar a mais ridícula situação de tráfego.
O povo que lá habita não é afeito às práticas mais comuns de civilidade quando se trata de estacionar os seus automóveis. Aliás, nada diferente de muitas ruas de Ipanema, Botafogo, Copacabana... Estacionam em locais proibidos deixando só uma faixa para escoar o fluxo intenso.
Sabendo desse fato, conhecendo de perto essa situação, a coleta do lixo no local continua a ser feita no horário mais inapropriado.
Caralho! É muita falta de capacidade de planejamento. A diretoria da Comlurb é formada por incompetentes do mais alto gabarito.
Para assustar, vai a cara feia do chefe. O responsável pela bosta de serviço que a Comlurb presta.
E é para assustar mesmo. Imagine essa gente planejando os próximos 100 anos. Meu consolo é que até lá eu já estarei morto.
A superideologia
Dinheiro queimado
Colapso aponta para o fim dos EUA como potência mundial e o enfraquecimento do dólar como moeda de troca - e isso pode ser ruim
ROBERT KURZ
ESPECIAL PARA A FOLHA
Crise -qual crise? Eis o que tonitruavam até pouco tempo atrás ideólogos liberais, de direita e também de esquerda, que acreditam na vida eterna do capitalismo. Saiu cada vez mais do foco da atenção o fato de essa espécie de sociedade não apenas ter uma história, mas ser mesmo a história de uma dinâmica cega.
Justamente nas duas últimas décadas, as pessoas queriam perceber apenas os "eventos" transitórios nas formas sociais a-históricas de uma ontologia capitalista. Isso vale para indivíduos comuns e para os pobres, assim como para as elites.
À semelhança do personagem Dorian Gray no romance homônimo do irlandês Oscar Wilde, parecia que no lugar do capitalismo só envelhecia a imagem do mundo social por ele criado, assumindo os traços da miséria, enquanto a lógica do dinheiro brilhava em falso frescor juvenil.
Agora, a "Segunda-Feira Negra" da maior quebra financeira da história [a do Lehman Brothers, 15/9] desvela num único golpe o verdadeiro rosto do Dorian Gray capitalista.
Ocorre que ninguém quer reconhecer essa natureza do novo surto de crise. A confiança atávica no capitalismo conduz apenas à busca de culpados.
"Práticas nada sérias" de especuladores e uma "política econômica anglo-saxã" são responsabilizadas pelo desastre. Tal explicação míope com ecos anti-semitas já foi mobilizada recorrentemente no passado.
Há mais de 20 anos uma onda de crises financeiras acompanha a globalização. Todas as medidas aparentemente bem-sucedidas para evitar uma "fusão nuclear" do sistema financeiro internacional só lograram reformular o problema, em vez de solucioná-lo.
Humanos obsoletos
Sua evolução atual implode todas as concepções até agora propostas. Não afetou apenas o setor dos créditos hipotecários nos EUA, mas provocou também uma reação em cadeia, cujo fim ainda é distante.
É impossível que as causas sejam a falha individual e as deficiências morais dos atores. Elas só podem residir no núcleo do sistema, referido à economia real.
O capitalismo é apenas a acumulação autotélica de dinheiro, cuja "substância" consiste no uso crescentemente ampliado da mão-de-obra humana. Ao mesmo tempo, porém, a concorrência conduz a um aumento da produtividade, que torna a mão-de-obra obsoleta, em escala também crescente.
Apesar de todas as crises, tal autocontradição parecia dissolver-se sempre em uma regeneração da absorção maciça da mão-de-obra por novas indústrias. O "milagre econômico" depois de 1945 transformou em credo essa capacidade do capitalismo, mas, desde os anos 1980, a "Terceira Revolução Industrial", microeletrônica, ensejou uma nova qualidade da racionalização, que desvaloriza a mão-de-obra humana em medida antes desconhecida.
Sem o surgimento de novas indústrias dotadas da potência de crescimento auto-sustentado, a "substância" real da valorização do capital se derrete.
O neoliberalismo foi tão-somente a tentativa de gerir com meios repressivos a crise social daí decorrente, por um lado, e de produzir um crescimento "sem substância" do "capital fictício" mediante o inchaço irrefreado do crédito, do endividamento e das bolhas financeiras nos mercados de ações e de imóveis, por outro lado.
Mas essa abertura mundial das comportas monetárias e, sobretudo, a avalanche de dólares produzida pelo Banco Central dos EUA já foram o pecado original do assim chamado monetarismo, que postulara como cerne da doutrina neoliberal a redução forçada da quantidade de dinheiro.
Na verdade, o jorro de dinheiro, criado pelo Estado a partir do nada, subsidiou uma inflação de ativos patrimoniais fictícios. O paradoxal "socialismo do dinheiro sem substância" experimenta agora seu "Waterloo", como antes já ocorreu com o capitalismo de Estado do Leste Europeu e a versão keynesiana do crescimento fomentado pelo Estado no Ocidente.
A estatização de fato do sistema bancário dos EUA e o plano do secretário do Tesouro dos EUA para conter a crise com recursos estatais só podem ser avaliados como atos de desespero. Da noite para o dia revelou-se o caráter de capitalismo estatal da suposta liberdade dos mercados.
Estágio final
Comentaristas irônicos já falam em "República Popular de Wall Street". Mas isso não resolve nada.
De certa forma, estamos diante do último estágio do capitalismo de Estado, que na melhor das hipóteses pode postergar o colapso dos balanços com mais emissões inflacionárias de moeda.
À diferença de épocas anteriores, inexiste espaço para novos programas conjunturais, que precisariam alimentar-se na mesma fonte.
Com isso também chegou o fim dos EUA enquanto potência mundial. Não é mais possível financiar guerras intervencionistas com recursos próprios. O dólar se torna obsoleto enquanto moeda mundial.
Ocorre que não podemos vislumbrar no horizonte nenhum substituto para os papéis da última potência mundial e do dólar. O ressentimento contra a "dominação anglo-saxã" não é uma crítica do capitalismo e não tem credibilidade, pois os fluxos unilaterais de exportações aos EUA sustentaram a conjuntura do déficit global.
Na Ásia, na Europa e alhures, as capacidades industriais não viveram de ganhos e salários reais, mas, direta ou indiretamente, do endividamento externo dos EUA.
Déficit global
No fundo, a economia neoliberal das bolhas financeiras foi uma espécie de "keynesianismo mundial", que agora se extingue como a anterior variante nacional do keynesianismo.
Todas as "novas potências" supostamente emergentes estão inseridas de modo economicamente dependente na circulação global do déficit.
Sua dinâmica muito admirada foi uma mera aparência, sem desenvolvimento interno próprio. Por isso não haverá em nenhum lugar o retorno a um capitalismo "sério" com empregos "reais".
Em vez disso, devemos esperar o efeito dominó de uma repercussão da crise financeira na conjuntura mundial, ao qual nenhuma região poderá subtrair-se.
O capitalismo de Estado e o capitalismo concorrencial "livre" evidenciam ser dois lados da mesma moeda. Abala-se não um "modelo" passível de ser substituído por outro, mas o modo vigente da produção e da vida enquanto fundamento comum do mercado mundial.
ROBERT KURZ é sociólogo alemão, autor de "O Colapso da Modernização" (Paz e Terra). Tradução de Peter Naumann.
Demitir toda a diretoria da Comlurb, os funcionários abaixo listados:
Paulo Carvalho Filho - Diretor Presidente
Reynaldo Pinto de Souza Braga Júnior - Diretor de Administração e Finanças
Rafael Goltsman Lerner - Diretor de Gestão de Pessoas
José Guimarães Bulus - Diretor Técnico e Industrial
Luciano Montenegro Jobim - Diretor Jurídico
Edson Marcos Rufino da Silva - Diretor de Serviços em Áreas Verdes
Marco Antonio França de Melo - Diretor de Serviços Sul
Tarquinio Prisco Fernandes de Almeida - Diretor de Serviços Oeste
Luiz Sergio de Souza Almeida - Diretor Chefe de Gabinete
Esses senhores são incapazes de realizar o serviço que lhes cabe sem causar enormes transtornos para os contribuintes que pagam seus salários.
Esses senhores são incapazes de planejar coleta de lixo em horários que não atrapalhem a vida dos que querem viver.
Esses senhores devem ser afastados imediatamente dos seus cargos.