quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

- Comandante, informo condições de tráfego boas na Lagoa-Barra. - Isso é um absurdo! Não pode. Faça alguma coisa para atrapalhar.


Trânsito está engarrafado na saída da Barra

Plantão | Publicada em 19/01/2009 às 11h32m

Paula Dias

RIO - Motoristas que saem da Barra em direção ao Centro encontram trânsito engarrafado desde a entrada do Elevado do Joá até São Conrado devido a uma blitz da Polícia Militar. No sentido oposto, o fluxo de veículos é bom. Uma opção para os motoristas é seguir pelo Alto da Boa Vista.

Trânsito ruim na Auto-estrada Lagoa-Barra

Plantão | Publicada em 19/01/2009 às 12h04m

O GLobo

RIO - Está ruim o trânsito na Auto-estrada Lagoa-Barra, no sentido Zona Sul. A Polícia Militar fazia uma blitz na saída do Túnel do Joá, já concluída. Há reflexos do congestionamento até a Avenida Armando Lombardi, na altura da Avenida Afonso Taunay.


O trânsito não estava ruim. Ele estava MUITO ruim.

E não era feriado. Era segunda-feira e tinha gente indo para o trabalho. Demorei uma hora em um percurso que levaria 10 minutos.


Blitz como essas entregam que o comando da PM não sabe o que é trabalho.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Será a última do velho decrépito?

Photobucket

Antes de largar o osso, antes de nos deixar em paz, Cesar Maia, no ocaso de sua existência, deu uma entrevista que saiu no dia 28 de dezembro no JB Online.


É uma dessas peças jornalísticas curiosas, típicas de final de mandato. Aqui, Cesar Maia tem uma rápida oportunidade de discorrer sobre suas autoatribuídas realizações, sem deixar de lado suas pitorescas intervenções de elevado grau de excentricidade.

É bom dar uma olhada. Lá está todo, inteiro, o ser abominável que trabalha segundo uma lógica pessoal, incompatível com a real, e que se acha um gênio, um sábio.

Ao longo de toda a falação é possível notar que Cesar Maia presume que tudo o que ele fez, tudo o que disse, todas as suas ações, tudo, sem exceção, foi extremamente bem planejado e deu os resultados esperados pela sua incrível capacidade intelectual. Seus famosos factóides, suas aparições fazendo papel de paspalho, suas fotos montadas, são resultado de um cálculo bem arquitetado para provocar um efeito midiático esperado e alcançado. É de assustar imaginar as repórteres (parece que são duas) escutando o louco cuspindo todas as besteiras com aquele ar seguro, aquela voz de autocontrole irritante.

Falta noção a Cesar Maia. O que não é nenhuma novidade. Achando que abafa, entrega que nunca passou de um ser vaidoso que sempre colocou o brilho pessoal na frente dos interesses da cidade. Se algo na sua administração pode ser considerado bom para o Rio é pura coincidência.

Há partes em que isso fica claro. Quando fala do patético Pan, “realização” de empenho quase que pessoal, coloca-o como o problema responsável por desviar verbas de áreas importantes. Ou seja, mesmo sabendo disso, Cesar seguiu em frente com a palhaçada e comprometeu a cidade. Ele também assume a má conservação da cidade como se isso não fosse nada, como se não tivesse importância. Sua responsabilidade pelo caos não lhe causa o mínimo constrangimento.

Ao longo dos últimos 16 anos, com Conde inclusive, Cesar Maia montou uma máquina administrativa complexa no entendimento dele. Foram 16 anos trilhando um caminho que ele julgava seguir em direção à grande verdade. O resultado é um legado de gesso que depois de tanto tempo pode ser traduzido em problemas de todos os tipos: No trânsito, na educação, no transporte público, na ordem urbana, na saúde. Vai ser meio difícil colocar as coisas para funcionar.

A cidade nunca esteve tão esculhambada. Falando da desordem urbana que Eduardo Paes promete combater, fica evidente a estreita visão que Cesar Maia tem de urbanidade. Ele é o prefeito que mais devastação causou na Zona Oeste, que liberou a construção de prédios em locais sem a mínima infraestrutura urbana. Mas para Cesar desordem urbana é apenas questão de camelô, de comércio ilegal. Idiotice!

A justificativa de Cesar para a falta de processos de sua administração é a criação de um sistema de controle interno eficiente. Esqueçamos o rabo preso dos vereadores. Cesar criou uma engrenagem municipal que deveria ser seguida por toda a humanidade. Trata-se de um Gênio, um Deus, um Iluminado que deixou dinheiro em caixa suficiente para gerir toda a cidade.

Se isso é verdade, o que podemos entender da foto abaixo?



Tirei essa foto em setembro de 2008. É um trecho da Estrada de Jacarepaguá, um pouco depois da Favela do Rio das Pedras. Acreditem, esse pedaço da estrada não é exceção. Enormes trechos dela estão nessas condições. Em alguns locais a situação é ainda pior. É uma importante via de ligação de Jacarepaguá com a Zona Sul e é meu caminho diário para o trabalho. Uma vergonha. E esse estado de não conservação não é recente. Desde que eu me entendo por gente, sempre foi uma estrada esburacada, perigosa, mal iluminada, alagada.

Com dinheiro em caixa, como Cesar Maia explicaria então a existência de uma estrada como a Estrada de Jacarepaguá nessas condições?

Ou ele mente descaradamente ou entrega que é um incompetente, um elitista, um verme que cagou para a cidade que administrou diretamente por 12 anos.

Graças a Deus Cesar Maia acabou. Talvez vá dar aula em uma universidade na Espanha. Segundo ele, foi convidado. Pela primeira vez ele me fez rir.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Mostrando serviço

Com Cesar Maia longe, Eduardo Paes começa seu trabalho. Não dá para avaliar nada no momento. Só sei que os incapazes que mandavam na Comlurb já foram quase todos postos para fora. Viva!


A nova diretoria assumiu. Tomara que não faça o mesmo serviço de bosta que a antiga era craque em fazer.

Decrepitude permanece

Eduardo Paes é o novo prefeito do Rio de Janeiro. Para os meus milhões de leitores preocupados com o futuro do blog, deixo claro que:


1. Cesar Maia não morreu e continua cada vez mais decrépito.


2. A troca de prefeito não representa uma real mudança na conjuntura política carioca.


3. A mentalidade do carioca permanece bizarra.


Portanto, a existência desse blog continua válida. Dependendo do meu humor e disponibilidade, "Decrepitude Cesar Maia" seguirá sendo atualizado.


Abraços

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Vaza, desgraçado



É um broche do PCdoB que o maldito está usando?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Cesar Maia fica pra depois

Mais um domingo agradável ao lado de Robert Kurz. É um prazer imenso ver outro de seus textos no caderno Mais da Folha de São Paulo. Esse é um dos mais bacanas. Manda a real para os crentes na salvação através de Obama. E ainda termina com a Internacional. A INTERNACIONAL! Quase chorei.

O que será que a galera dos Jardins acha disso?


Já ia esquecendo.

No nosso português, a parte da música é o início da segunda estrofe, logo depois do primeiro refrão.


"Senhores, patrões, chefes supremos

Nada esperamos de nenhum

Sejamos nós que conquistemos

A terra mãe livre comum"


quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Tudo isso é muito deprimente

O PV é o partido da não-ideologia. Fato.

Defender a natureza é como ser contra o câncer de pulmão. Colocar a base do capital em questão já é outra coisa.

Aí vai Gabeira para o Clube Militar e solta declarações como a que reproduzo abaixo.

"Os militares têm os mesmos ideais que eu. Primeiro trabalhar pela sociedade e o segundo de lutar contra a corrupção e o desvio de verba pública".

É isso que você chama de IDEAIS, Gabeira?

Como já disse, tudo isso é muito deprimente.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Uma imagem



Quanta organização!

Está no JB de domingo segunda.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Meu voto é útil

Os últimos dias viram uma onda de esperança tomar conta de vários cariocas com o crescimento de Gabeira nas pesquisas. E ao mesmo tempo alguns iniciaram uma campanha pelo voto útil com o objetivo de tirar Crivella do segundo turno.

Sim, isso até que é bom.

Melhor ainda seria Gabeira conseguir ganhar de Paes no segundo turno. Seria o céu, não?

Levando em conta a coligação na qual o PV está metido, e ainda considerando a sustentação ideológica verde, um prefeito Gabeira pode não representar esse avanço todo que os eleitores conscientes estão querendo que seja. Basta ver as fotos de Gabeira com candidatos altamente suspeitos do PSDB para um calafrio subir pela minha espinha. Não imagino como um governo pode ser renovador tendo na sua base de apoio elementos que representam o atraso.

Vou dar um exemplo para todo mundo entender direitinho.

Começa assim o perfil do vereador Luiz Guaraná (PSDB), candidado à reeleição, na sua página da Câmara Municipal:

Em Janeiro de 1993, Guaraná assumiu a chefia de gabinete da subprefeitura da Barra da Tijuca e Jacarepaguá a convite do então recém-eleito prefeito César Maia, e do atual Deputado Federal Eduardo Paes...

Precisa mais? Tem a Lucinha, também do PSDB:

LUCINHA, junto ao Prefeito Cesar Maia, consegue investimentos de obras de infra-estrutura, praças, postos de saúde, iluminação em diversas comunidades carentes, o que a torna o "fenômeno da Zona Oeste".

Mas o problema do voto útil não é circunstancial. O voto útil, ao pedir a escolha do menos pior, causa uma distorção na "representação democrática". E aí está o perigo. Quando, por motivos de "utilidade", optamos por outro candidato que não o nosso preferido, deixamos de marcar uma posição política e enfraquecemos as forças que, segundo nossas convicções, deveriam ter mais peso.

Meu candidato não tem a menor chance de chegar ao segundo turno. Tem menos chance ainda de virar prefeito. Mesmo assim voto nele, pois quero que fique claro que há uma movimentação em torno de uma escolha ideológica. Isso sim é útil. Como a verdadeira luta não se trava nas urnas, isso é muito mais importante que a vitória eleitoral.

Meu candidato é o Eduardo Serra, do PCB.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Quarta-feira, dia de sofrer

Mais um dia infernal dentro da carreta 750, empacado no meio do Rio das Pedras, levando 22 minutos em um trecho que deveria ser percorrido em 3. Quarta-feira é o dia em que a desordem urbana se encontra com a boçalidade da diretoria da Comlurb para criar a mais ridícula situação de tráfego.

O povo que lá habita não é afeito às práticas mais comuns de civilidade quando se trata de estacionar os seus automóveis. Aliás, nada diferente de muitas ruas de Ipanema, Botafogo, Copacabana... Estacionam em locais proibidos deixando só uma faixa para escoar o fluxo intenso.

Sabendo desse fato, conhecendo de perto essa situação, a coleta do lixo no local continua a ser feita no horário mais inapropriado.

Caralho! É muita falta de capacidade de planejamento. A diretoria da Comlurb é formada por incompetentes do mais alto gabarito.

Para assustar, vai a cara feia do chefe. O responsável pela bosta de serviço que a Comlurb presta.

E é para assustar mesmo. Imagine essa gente planejando os próximos 100 anos. Meu consolo é que até lá eu já estarei morto.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Enquanto se discute Crivella e Paes...

Pelo menos uma coisa boa a crise financeira do capitalismo global já trouxe. O Mais de domingo voltou a publicar um texto do Robert Kurz.

Kurz fazia parte do grupo de autores que escreviam lá uma vez por mês. Depois de umas mudanças para pior, seus escritos foram substituídos por outros, imensamente mais amenos, menos críticos e burros.

Fazer o quê? O cara é um dos raríssimos intelectuais atuais que conseguem passar uma visão clara e ao mesmo tempo incômoda do que é e o que está fazendo o capitalismo.

Agora que a merda parece ser muito maior do que esperavam todos os analistas bonitinhos da área, a Folha de São Paulo recorre ao seu velho colaborador para sair da mesmice nada explicativa. É uma maravilha ter de volta, mesmo que apenas por um domingo, um texto de Kurz. Ele tá lá, para toda a classe média que assina o jornal. É só querer ler.

Para quem não tem acesso ao conteúdo pago, colo abaixo.

A superideologia

Dinheiro queimado


Colapso aponta para o fim dos EUA como potência mundial e o enfraquecimento do dólar como moeda de troca - e isso pode ser ruim


ROBERT KURZ
ESPECIAL PARA A FOLHA

Crise -qual crise? Eis o que tonitruavam até pouco tempo atrás ideólogos liberais, de direita e também de esquerda, que acreditam na vida eterna do capitalismo. Saiu cada vez mais do foco da atenção o fato de essa espécie de sociedade não apenas ter uma história, mas ser mesmo a história de uma dinâmica cega.
Justamente nas duas últimas décadas, as pessoas queriam perceber apenas os "eventos" transitórios nas formas sociais a-históricas de uma ontologia capitalista. Isso vale para indivíduos comuns e para os pobres, assim como para as elites.
À semelhança do personagem Dorian Gray no romance homônimo do irlandês Oscar Wilde, parecia que no lugar do capitalismo só envelhecia a imagem do mundo social por ele criado, assumindo os traços da miséria, enquanto a lógica do dinheiro brilhava em falso frescor juvenil.
Agora, a "Segunda-Feira Negra" da maior quebra financeira da história [a do Lehman Brothers, 15/9] desvela num único golpe o verdadeiro rosto do Dorian Gray capitalista.
Ocorre que ninguém quer reconhecer essa natureza do novo surto de crise. A confiança atávica no capitalismo conduz apenas à busca de culpados.
"Práticas nada sérias" de especuladores e uma "política econômica anglo-saxã" são responsabilizadas pelo desastre. Tal explicação míope com ecos anti-semitas já foi mobilizada recorrentemente no passado.
Há mais de 20 anos uma onda de crises financeiras acompanha a globalização. Todas as medidas aparentemente bem-sucedidas para evitar uma "fusão nuclear" do sistema financeiro internacional só lograram reformular o problema, em vez de solucioná-lo.

Humanos obsoletos
Sua evolução atual implode todas as concepções até agora propostas. Não afetou apenas o setor dos créditos hipotecários nos EUA, mas provocou também uma reação em cadeia, cujo fim ainda é distante.
É impossível que as causas sejam a falha individual e as deficiências morais dos atores. Elas só podem residir no núcleo do sistema, referido à economia real.
O capitalismo é apenas a acumulação autotélica de dinheiro, cuja "substância" consiste no uso crescentemente ampliado da mão-de-obra humana. Ao mesmo tempo, porém, a concorrência conduz a um aumento da produtividade, que torna a mão-de-obra obsoleta, em escala também crescente.
Apesar de todas as crises, tal autocontradição parecia dissolver-se sempre em uma regeneração da absorção maciça da mão-de-obra por novas indústrias. O "milagre econômico" depois de 1945 transformou em credo essa capacidade do capitalismo, mas, desde os anos 1980, a "Terceira Revolução Industrial", microeletrônica, ensejou uma nova qualidade da racionalização, que desvaloriza a mão-de-obra humana em medida antes desconhecida.
Sem o surgimento de novas indústrias dotadas da potência de crescimento auto-sustentado, a "substância" real da valorização do capital se derrete.
O neoliberalismo foi tão-somente a tentativa de gerir com meios repressivos a crise social daí decorrente, por um lado, e de produzir um crescimento "sem substância" do "capital fictício" mediante o inchaço irrefreado do crédito, do endividamento e das bolhas financeiras nos mercados de ações e de imóveis, por outro lado.
Mas essa abertura mundial das comportas monetárias e, sobretudo, a avalanche de dólares produzida pelo Banco Central dos EUA já foram o pecado original do assim chamado monetarismo, que postulara como cerne da doutrina neoliberal a redução forçada da quantidade de dinheiro.
Na verdade, o jorro de dinheiro, criado pelo Estado a partir do nada, subsidiou uma inflação de ativos patrimoniais fictícios. O paradoxal "socialismo do dinheiro sem substância" experimenta agora seu "Waterloo", como antes já ocorreu com o capitalismo de Estado do Leste Europeu e a versão keynesiana do crescimento fomentado pelo Estado no Ocidente.
A estatização de fato do sistema bancário dos EUA e o plano do secretário do Tesouro dos EUA para conter a crise com recursos estatais só podem ser avaliados como atos de desespero. Da noite para o dia revelou-se o caráter de capitalismo estatal da suposta liberdade dos mercados.

Estágio final
Comentaristas irônicos já falam em "República Popular de Wall Street". Mas isso não resolve nada.
De certa forma, estamos diante do último estágio do capitalismo de Estado, que na melhor das hipóteses pode postergar o colapso dos balanços com mais emissões inflacionárias de moeda.
À diferença de épocas anteriores, inexiste espaço para novos programas conjunturais, que precisariam alimentar-se na mesma fonte.
Com isso também chegou o fim dos EUA enquanto potência mundial. Não é mais possível financiar guerras intervencionistas com recursos próprios. O dólar se torna obsoleto enquanto moeda mundial.
Ocorre que não podemos vislumbrar no horizonte nenhum substituto para os papéis da última potência mundial e do dólar. O ressentimento contra a "dominação anglo-saxã" não é uma crítica do capitalismo e não tem credibilidade, pois os fluxos unilaterais de exportações aos EUA sustentaram a conjuntura do déficit global.
Na Ásia, na Europa e alhures, as capacidades industriais não viveram de ganhos e salários reais, mas, direta ou indiretamente, do endividamento externo dos EUA.

Déficit global
No fundo, a economia neoliberal das bolhas financeiras foi uma espécie de "keynesianismo mundial", que agora se extingue como a anterior variante nacional do keynesianismo.
Todas as "novas potências" supostamente emergentes estão inseridas de modo economicamente dependente na circulação global do déficit.
Sua dinâmica muito admirada foi uma mera aparência, sem desenvolvimento interno próprio. Por isso não haverá em nenhum lugar o retorno a um capitalismo "sério" com empregos "reais".
Em vez disso, devemos esperar o efeito dominó de uma repercussão da crise financeira na conjuntura mundial, ao qual nenhuma região poderá subtrair-se.
O capitalismo de Estado e o capitalismo concorrencial "livre" evidenciam ser dois lados da mesma moeda. Abala-se não um "modelo" passível de ser substituído por outro, mas o modo vigente da produção e da vida enquanto fundamento comum do mercado mundial.


ROBERT KURZ é sociólogo alemão, autor de "O Colapso da Modernização" (Paz e Terra). Tradução de Peter Naumann.


quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Medida urgente do próximo prefeito

Demitir toda a diretoria da Comlurb, os funcionários abaixo listados:

Paulo Carvalho Filho - Diretor Presidente

Reynaldo Pinto de Souza Braga Júnior - Diretor de Administração e Finanças

Rafael Goltsman Lerner - Diretor de Gestão de Pessoas

José Guimarães Bulus - Diretor Técnico e Industrial

Luciano Montenegro Jobim - Diretor Jurídico

Edson Marcos Rufino da Silva - Diretor de Serviços em Áreas Verdes

Marco Antonio França de Melo - Diretor de Serviços Sul

Tarquinio Prisco Fernandes de Almeida - Diretor de Serviços Oeste

Luiz Sergio de Souza Almeida - Diretor Chefe de Gabinete

Esses senhores são incapazes de realizar o serviço que lhes cabe sem causar enormes transtornos para os contribuintes que pagam seus salários.

Esses senhores são incapazes de planejar coleta de lixo em horários que não atrapalhem a vida dos que querem viver.

Esses senhores devem ser afastados imediatamente dos seus cargos.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Algumas perguntinhas

O Capitalismo não é a mais maravilhosa maravilha que o homem já inventou?

O mercado livre não é a coisa mais bem ordenada que a humanidade já viu nascer?

A auto-regulação dos capitais não é supimpa de eficaz?

O Estado não tem que ficar afastado dos negócios de Mercado?

E os Liberais, alguém sabe onde eles estão se escondendo?

Beijão,
Até o fim da eleição.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Para não ser tachado de louco

Suspeitos de curral eleitoral no RJ são puxadores de voto


E o Estado sumiu...


Porfírio Urgente


Nadinho de Rio das Pedras se entrega

O mito da coação

Muito se escreve e fala, em diversos jornais e revistas, telejornais e blogs, a respeito da ação dos grupos armados no cenário eleitoral carioca. O tom é sempre o mesmo, de condenação e indignação. Um absurdo! Coagem o eleitor, intimidam o povo, dizem todos.


É o costume. Isentam o povo das grandes cagadas da humanidade. No final somos todos coitados, manipulados. E a tão festejada democracia? Nada significa.


Milícias e traficantes têm seus candidatos. Alguns já eleitos e atuando na presente legislatura. Impedem campanhas de outros candidatos nos seus respectivos redutos. Mas que se saiba, não vão fuzilar a comunidade onde se encastelam caso a vitória nas urnas não seja alcançada.


E a vitória é quase certa não por causa da interferência negativa na campanha dos concorrentes. Os candidatos da milícia/tráfico ganham por um motivo simples e ao mesmo tempo incômodo. Ganham porque o povo vota neles. Ganham porque o povo gosta deles. Ganham porque representam o que o povo pensa e quer. No caso das milícias, que contam com a simpatia de grande parcela do POVO e de setores oficiais, não há como esconder que existe uma ligação espontânea dos seus candidatos com as comunidades. Não há coação. Há cumplicidade.


Vai ver é isso que escandaliza. Descobrir que o povo não é o cordeirinho e sim o responsável. Enquanto gastam saliva e tinta tentando livrar a cara da democracia e demonstrar o fato como desvio, há participação efetiva de candidatos suspeitos na campanha oficial.




Como sustentar a tese de coação quando até um partido "sério" como o Demo, partido do Prefeito e de sua candidata, embarca na promoção e aceita a presença de um "xerife" nas suas fileiras?


A vontade do povo é soberana. E o povo terá o que ele determinar.


E viva a democracia!



sexta-feira, 1 de agosto de 2008

segunda-feira, 28 de julho de 2008

O primeiro abacaxi



Ideologia? Eduardo Paes, sem constrangimento, responde que não tem nenhuma. Só a que interessa no momento.


Eduardo Paes pula de partido como eu pulo buracos nas calçadas do Rio. Seu presente não é nada abonador, assim como seu passado. Sempre ligado aos segmentos mais atrasados, o cidadão já foi do PV, PTB, PSDB e do Demo quando esse se chamava PFL. Todos partidos, com ressalvas ao PV, representantes do mais retrógrado pensamento reacionário. Eduardo Paes já andou muito com Cesar Maia e sua gangue. Já colaborou com Conde. E não precisa ir nas profundezas da Internet para descobrir essas coisas. Tem tudo na própria página do candidato.





Atualmente Eduardo Paes está mais assustador do que nunca. Seu discurso tende claramente para a brutalidade, deixando muita coisa reprovável no ar. Depois não vale reclamar se for "mal interpretado". Mais do seu material de campanha oficial.


Rio terá um xerife para fazer cumprir a ordem pública, diz Paes



Eduardo Paes, candidato a prefeitura do Rio, pela coligação Unidos pelo Rio (PMDB, PP, PSL e PTB) participou de encontro no Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio) nesta terça-feira e ao expor as principais diretrizes do seu plano de governo, o candidato afirmou que o Rio precisa de um "xerife" para fazer cumprir a ordem pública. Ele ocupará a Secretaria Municipal da Ordem Pública, a ser criada nos primeiros dias de sua administração. A nova pasta, explicou, vai concentrar ações de fiscalização, limpeza pública, guarda municipal e outros serviços.

Eduardo recebeu dos construtores propostas para alavancar o setor, tais como um plano de revitalização para o Centro e a revisão do Plano Diretor da cidade. De acordo com Roberto Kauffmann, presidente da entidade, é possível criar 40 mil novas habitações no Centro do Rio a partir do reaproveitamento de antigos casarões e sobrados localizados nas ruas do Centro histórico. Paes gostou da proposta e afirmou que projetos capazes de recuperar a qualidade de vida e a alma carioca serão bem aceitos pela prefeitura.

Paes avisou aos empresários da construção civil que não pretende modificar o decreto 29.231, que proíbe a circulação de caminhões de segunda a sexta, em dias úteis, das 6h às 10h e 17h às 20h. Os representantes do setor pediram a Paes que mudasse o decreto, abrindo uma exceção para circulação de caminhões de concreto na cidade.

- Não estou convencido da necessidade de abrir essa exceção - disse Paes, acrescentado que o decreto moraliza em parte o trânsito na cidade.

O candidato comentou ainda a ação da Polícia Federal que investigará a atuação de milícias e tráfico de drogas na campanha eleitoral e interferindo na programação dos candidatos.

- Acho um escândalo que isso aconteça. O direito de ir e vir dos candidatos deve ser garantido, assim como, o direito de todos os cidadãos do Rio de Janeiro. O governo estadual está fazendo uma ação muito forte em relação às milícias e ao tráfico de drogas. Eu não deixo de ir a lugar nenhum e nem vou deixar de ir por causa de milícia ou traficante.

Sobre os projetos prioritários na área da saúde, Paes reafirmou que as emergências dos hospitais não podem mais ser a porta de entrada da população no sistema público de saúde. Esse papel, adverte o candidato, cabe aos postos de atendimento, citando como exemplo as Unidades de Pronto-Atendimento 24 horas, as UPAs, do governo estadual.

- O doente no Rio virou um turista sanitário. Ele circula pelos hospitais e busca atendimento que nunca vem - critica o candidato, que anunciou a construção de 40 UPAs nos próximos quatros anos.


Um xerife! XERIFE!

Eduardo já deve ter vários nomes de homens de boa índole capazes de assumir tão nobre cargo. Talvez o Jerominho.


Vale lembrar que é esse o candidato que em 2006 deu a seguinte entrevista.




Não dá pra ficar tranqüilo.


quinta-feira, 24 de julho de 2008

Celular com câmera ruim

Algumas fotos de pessoas que gozam de plenos direitos políticos. Tirei em um dos comuns engarrafamentos na Lagoa-Barra.








quarta-feira, 23 de julho de 2008

Diversão que não acaba mais

Alguns candidatos a vereador que inevitavelmente veremos em breve na TV.

Deir Escada que Subiu - PDT - o nome verdadeiro é Adeir Theofilo Apolinário
Adilio do Queijo - DEMO
Oliveira Robin Hood - PP - Esse só pode estar de gozação
Sociólogo Alexandre Pantaleão - PCdoB
Barriga do Açougue - PTC
Anderson Anti-Multas - PTN
Papai Noel - PTC
Carlinhos o Seu Querido - PMDB
Bacana - PRTB
Wilsinho Xodó da Vovó - PSC
Corro do Carvão - PCdoB
Tarzan - PV

E o meu preferido

Carlos Bolsonaro - PP - Palhaçada pura

São mais de 1200 candidatos e a página do TSE tem uma navegabilidade péssima. Não olhei nem a metade. Tenho certeza que quem tiver disposição vai achar muitos outros nomes de peso lá.